O medo não é um bom conselheiro

O medo leva as pessoas a fazerem coisas que elas não estão programadas para fazer. O medo rouba nosso destino, nossa alegria. Ele nos impede de ter intimidade com as pessoas, torna-nos indisponíveis para a obra de Deus. O medo é passado de geração em geração. Ele nos impede de fazer escolhas, de tomar decisões e, com isso, somos levados, arrastados pela vida.

Mas Deus está dizendo que Ele quer nos levar por um caminho de vida. O medo não é um bom conselheiro, mas o amor e a paz que vêm de Deus, sim. Entenda que para andar pelo caminho da vida, estreito, é preciso ter coragem e vencer o medo. Exige que se diga “não” para muitas coisas, exige um comprometimento com Deus e com as pessoas que estão próximas. Qual é o nível do seu comprometimento para fazer a escolha daquilo que Deus tem reservado para você?

Como eu disse em outro artigo, Zaqueu fez sua escolha, ele escolheu o caminho difícil, estreito, pois estava desejoso de ver Jesus e pagou o preço para isso. Nós queremos alcançar vitórias, mas não queremos a dedicação, não queremos pagar o preço necessário. Mas não existe recompensa sem preço.

Quando Zaqueu tirou de si todo aquele posicionamento que tinha perante a sociedade, quando se humilhou e venceu o medo das pessoas, das críticas, Jesus o viu e declarou que entraria em sua casa. Mas Jesus só pode fazer a diferença em nossas casas se estivermos dispostos a vencer o medo de que as coisas mudem, o medo de mudar de vida. A vida baseada no amor significa uma vida baseada no perdão. Você está disposto a isso? O caminho é estreito. Você está disposto a perdoar seu cônjuge, seu filho, seus pais que falharam com você?

Às vezes não perdoamos porque temos medo de sermos feridos novamente. Então, preferimos escolher o caminho largo, o caminho que não leva a lugar algum, mas que, pelo menos, estamos caminhando. Mas hoje Jesus está lhe dizendo: “Ande pelo caminho da vida, eu sou o caminho”.

Olhe sempre na direção correta

Zaqueu estava na hora certa e no lugar certo a fim de olhar na direção correta. Podemos interpretar o seu desejo de ver Jesus como um desejo profundo do seu coração de mudar de vida. Zaqueu era um homem rico e ocupava um alto cargo político. Ele tinha uma família, casa e muitos bens, mas sua vida não era plena. As pessoas o taxavam de “pecador”. Mas, ao contrário do que falavam a seu respeito, ele tinha a visão mais nobre que um ser humano pode ter: ser transformado pelo amor incondicional de Jesus.

Em que direção os seus olhos têm olhado? A direção correta para a sua vida sempre será aquela que coincide com a vontade de Deus para você, que “é boa, perfeita e agradável” (Rm 12:2). Se você está “olhando” alguém para namorar que vai tirar o seu foco do ministério, então está olhando para a direção errada. Se você quer ser grande profissionalmente, mas não procura se atualizar intelectualmente, também está olhando para a direção errada.

Boa parte das pessoas que estavam na multidão seguindo Jesus não sabiam exatamente quem Ele era. Elas O viam, mas nada faziam para serem vistas. Zaqueu conseguiu ver além do óbvio. Ele conseguiu ver quem era Jesus e permitiu-se ser visto por Ele. Quando Jesus o avistou em cima da árvore e pediu que ele descesse, Zaqueu o fez prontamente e com alegria, porque naquele momento, quando encontrou Jesus, a sua visão foi ampliada.

Zaqueu não queria mais apenas ver Jesus, ele queria estar com o Senhor, queria levá-Lo para a sua casa, queria que a salvação alcançasse sua vida e sua família. Ele viu além do que as outras pessoas viam e passou a ter em seu coração a visão de Jesus, com quem havia se encontrado.

Quando você tem uma visão dada por deus, precisa levar outras pessoas a partilharem dela. a visão é como um imã: ela atrai, desafia e une as pessoas.