Você sabe fazer suas próprias escolhas?

Insegurança financeira, preocupações com a saúde, pressões no trabalho, medo da violência ou da morte, tudo isso são fontes importantes de estresse no nosso cotidiano. No entanto, existe um tipo particular de estresse que, segundo a professora S.Dickesson, da Universidade da Califórnia, é o mais forte para os seres humanos: a Ameaça de Avaliação Social ou SET.

Isso acontece quando somos expostos a sentimentos ou emoções de vergonha que nos levam a pensar que os outros irão nos julgar por causa dessas situações. No profundo dessa vergonha está a crença de que as pessoas vão nos rejeitas pela nossa situação econômica, pela casa ou carro que temos, ou pela roupa que usamos.

Em todos nós, seres humanos, a ameaça social tem grandes efeitos sobre o sistema imunológico. Por incrível que pareça, o fato de nos sentirmos incomodados com o que os outros pensam a nosso respeito pode trazer um impacto substancial em nossa saúde física. Não podemos fazer muito ou quase nada sobre a maneira com que os outros nos veem ou nos tratam, mas podemos fazer escolhas baseadas em nossa percepção interior, esquecendo-nos dos outros. Quando essas estão vinculadas somente às opiniões alheias, com certeza não serão boas escolhas.

Muitas pessoas devem ter pensado, quando o estúdio escolheu Charlton Heston para o papel de Ben-Hur, que ele não deveria ter aceitado por ter sido a quarta escolha, mas, assim como Heston aceitou por visão e opinião pessoal, também não devemos olhar a nossa vida pela visão dos outros. Em outras palavras, ele não escolheu ver o copo meio vazio, mas ver meio cheio.

Tudo na vida está relacionado a foco e escolhas. Você nem sempre fará a melhor escolha, mas lembre-se: pior do que não fazer uma boa escolha é não fazer nenhuma. As pessoas muitas vezes ficam paralisadas pois, o medo de serem julgadas ou mal interpretadas as impede de colocar para fora o que elas têm de melhor.

Um personagem bíblico que me intriga bastante é Isaque, pois ele não foi capaz de escolher sua própria esposa. Abraão, conhecendo seu filho, incumbiu um servo leal de procurar uma esposa para ele. Por amo a Abraão e à promessa de Deus para sua posteridade, aquele servo escolheu Rebeca. O que pode ter acontecido com Isaque que o tornou tão hesitante? Por que Abraão interferiu em seu futuro de uma maneira tão contundente? A única resposta está na relação de Isaque com seus pais.

Sendo ele o único filho de um casal idoso, eles o cercaram de extremo cuidado, excesso de proteção. Imagino que quando Isaque saía para brincar sempre havia a voz da mãe que o orientava e isso lhe causava insegurança. Ele não aprendeu a confiar em suas escolhas; pois sempre dependia do pai e da mãe para fazê-las.

Especial Dia dos Pais – É imprescindível que o pai entre em cena na criação dos filhos

Próximo domingo é comemorado o Dia dos Pais e, nesta semana, aqui no blog, vou falar sobre Paternidade e criação de filhos. Hoje quero falar da importância do pai na criação deles. Faz parte da natureza maternal proteger os filhos quando estes são indefesos. Essa função é extremamente importante. Porém, à medida que os filhos crescem, é necessário que o pai entre em cena. Se ambos, pai e mãe, exercerem devidamente seus papéis, a criança será bem-sucedida e haverá equilíbrio em suas emoções.

Os homens devem ter responsabilidade e disponibilidade para proteger, educar e emancipar seus filhos. Os filhos precisam de proteção, de se sentirem supridos nas suas emoções. Esse suprimento inclui os cuidados, o colo, o apoio na infância, o diálogo na adolescência, a formação moral, intelectual, profissional e espiritual que encaminhem os filhos para que tenham uma vida feliz. Os filhos precisam conhecer e conviver em intimidade com seu pai. Isto os fará se sentirem seguros.

Muitos pais erram em querer continuar, em casa, o papel que desempenham profissionalmente, fazendo do seu lar uma continuação do seu ambiente de trabalho. Se o pai for advogado, transformará as discussões do lar em causas e não vai querer perder nenhuma. Se for vendedor, tentará “pechinchar” as tarefas e deveres com os filhos, vendendo-lhes favores. Se for bancário, ao chegar em casa, tratará os filhos como clientes de um banco: todos serão atendidos de acordo com o seu lugar na fila, depois de preencherem os formulários e sem esquecerem da senha. Se for militar, transformará o lar em caserna e tratará os filhos em regime ditatorial. Nesses casos, eles precisam fazer um “crachá de pai”, semelhante ao que usam nos seus trabalhos, para lembrá-los de que devem desenvolver em casa a função de criar filhos capazes de enfrentar a vida.