Será que ter dinheiro é sinônimo de ser próspero?

A sociedade hoje vive por aparências, por isso muitas pessoas permanecem trancadas em casa, isoladas uma das outros, porque a casa não está em “perfeito estado” ou porque os amigos vão “comer todo o estoque de comida” que há na dispensa. Temos de aprender que as pessoas são o nosso maior tesouro. Maria teve a oportunidade de dizer: “Seja bem-vindo, Jesus!”, enquanto Marta reclamava das obrigações domésticas. Por isso, temos de escolher viver as coisas mais importantes da vida.

O dinheiro, por exemplo, é usado muitas vezes para substituir o envolvimento afetivo. Muitos pais e maridos dão dinheiro aos filhos e esposas a fim de compensar a falta da sua participação afetiva na família e a maneira que aprendemos a lidar com o dinheiro em nossa família nos influencia e muito.

É certo que o dinheiro não deve ficar parado. Nosso dinheiro é feito para circular, produzir oportunidade para outros trabalharem, abençoar outros para que eles possam produzir mais. Se Deus nos deu oportunidade de sermos prósperos, nós precisamos dar oportunidade para que outros sejam prósperos também.

Porém, se o que temos desenvolvido em nossas vidas cristãs ou como pessoas não tem nos trazido o retorno que desejamos; se ainda temos dúvidas sobre a vida eterna; se estamos depressivos pela necessidade ou falta de alguma coisa em nossas vidas, precisamos fazer mudanças. Existem pessoas que escolhem ser pobres como uma maneira de se manterem sempre sob os cuidados de outros e novamente vemos o dinheiro como poder. Por isso, precisamos entender que só estaremos prontos para sermos prósperos quando estivermos dispostos a abrir mão dos nossos sentimentos e atitudes de vítima, inferioridade e murmurações.

Confiança é decorrente de responsabilidade correspondida

Ser responsável é ter consciência de seus atos e responder por eles, pois esses são praticados voluntariamente, através das suas escolhas. Responsabilidade é, portanto, responder com habilidade às tarefas que lhe são confiadas. Quando falamos de vida plena, a responsabilidade, além de implicar em responder pelos nossos próprios atos, significa também corresponder às expectativas de outras pessoas, seja elas da família, da igreja ou do trabalho.

O texto de Mateus 5:14-29 mostra uma responsabilidade sendo delegada visando um fim específico. O senhor chamou os seus servos e, avaliando suas capacidades, confiou talentos a eles, que pode serem interpretados como tarefas delegadas. Seu objetivo era expor o nível de responsabilidade que os seus servos tinham para com ele. Pois ele precisava saber em quem poderia confiar.

Confiança é decorrente de responsabilidade correspondida. Você só pode ter a confiança do seu cônjuge, namorado(a), pais, líder ou chefe se demonstra ser responsável em tais relacionamentos. Se você marca um encontro com uma pessoa e se atrasa; se você fala para o seu líder que ele pode contar com você, mas quando ele precisa de você nunca está disponível; se você está com a mesa cheia de trabalho e fica pendurado ao telefone cuidando de outras coisas; se você nunca pode ajudar seus familiares mesmo em pequenas coisas, além de irresponsabilidade, você demonstra também ser uma pessoa incompetente. O servo que não multiplicou seu talento foi considerado inútil devido à sua atitude irresponsável.

Como aquele senhor avaliou o nível de responsabilidade de seus servos? Foram avaliados os seguintes pontos:

  • Suas escolhas – eles tiveram que ponderar e escolher onde seria melhor investir o talento dado pelo seu senhor;
  • Suas atitudes – eles tiveram que “sair para negociar”, ou seja, não ficaram parados. Foram em busca de relacionamentos que pudessem lhes dar um retorno satisfatório;
  • Seus resultados – eles tiveram que prestar contas do talento que lhes foi confiado.

Verifique agora suas últimas escolhas, atitudes e resultados e veja se elas espelham o caráter de uma pessoa responsável.