O casamento não é e não pode ser uma instituição falida

Apesar de muitos afirmarem que a instituição casamento está falida, as pessoas continuam casando ou em busca da pessoa certa para casar. A indústria do casamento cresce a cada dia e já movimenta cerca de 15 bilhões ao ano. Só em 2014, ela cresceu 25%. As pesquisas de especialistas na área familiar demonstram que apesar das crises e dos divórcios, as pessoas casadas vivem melhor do que as pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas.

Esse viver melhor significa que são saudáveis fisicamente, desenvolvem menos doenças psicossomáticas, assim como distúrbios emocionais e vale também, para o consumo de drogas, alcoolismo, câncer e suicídio. E ainda sobre satisfação profissional, pessoas casadas têm melhores resultados do que os solteiros ou divorciados.

Mas então, o que você pode fazer para que o seu casamento dê certo? A princípio, acreditamos que a base do casamento é o amor incondicional dos cônjuges. Aquele mesmo amor que os levou a prometerem fidelidade eterna na cerimônia do casamento. Mas, o tipo de amor que serviu para unir um ao outro, não é suficiente para mantê-los unidos ante às futuras pressões da vida a dois. Esse amor é fruto de uma ilusão que mantemos em relação àquela pessoa e é em grande parte, fundamentado em uma troca de interesses: “Se você fizer, eu faço”, “Se não fizer isso, eu não faço”.

Por essa razão, vemos tantos casamentos desfeitos, tantas pessoas romperem as alianças logo que as expectativas criadas não são mais atendidas. O amor muda a sua dimensão, tende a crescer gradualmente em nossos corações, mas quando não conseguimos expressá-lo ou percebê-lo, somos machucados e machucamos também aqueles com quem convivemos.

Por isso, o casamento deve ser baseado na palavra de Deus, pois ela nos capacita, motiva e renova em nossos corações o amor que procede d’Ele. Deus nos ensina em Sua palavra, como um homem e uma mulher podem viver em plenitude no seu casamento, seguindo princípios básicos de aliança.

Deus nos ama e não quebra a Sua aliança quando falhamos, mas precisamos estar comprometidos com a Sua Palavra e precisamos confiar que Ele é fiel para tratar dos nossos corações, mantendo firme a nossa aliança diante das situações que trazem dor. Então, quando eu mantenho a minha aliança, mesmo nos momentos de crise, o meu casamento se torna mais forte.

A escolha da pessoa certa

Quando falamos em decisão várias coisas passam pela mente, já que as decisões envolvem diversos aspectos, desde a profissão, lugar para morar e estudar, tipo de carro, comida, amigos etc.. Mas uma escolha muito importante tem ficado de lado e vem sendo substituída pelo acaso ou pelo “tanto faz”. Escolher a pessoa com que o jovem irá dividir os seus sonhos e sua vida precisa voltar a ter importância.

Para aqueles que fazem parte de uma igreja ou comunidade o raio de escolha fica mais restrito. Nesses 40 anos de ministério, graças a Deus, presenciamos em nossas igrejas muitas uniões de jovens com o mesmo propósito. A escolha do parceiro faz parte de um grande leque de opções e, depois, haverá ainda outro nível que é a escolha conjunta ou o acordo, aquilo que fará a relação funcionar de verdade. Os jovens dessa geração atual padecem de exemplos para seguir e, devido à facilidade com que muitos se divorciam, cria-se uma insegurança que os leva a questionar se o casamento vale a pena. Consequentemente, os casais constroem suas vidas e famílias em uma estrutura muito frágil, sem base ou fundamento.

Nosso coração faz escolhas, mas a resposta certa vem do Senhor, nos ensina Salomão em Provérbios 16:9. Essa busca pela confirmação de Deus nos dá confiança nas escolhas ou decisões que tomamos, principalmente na escolha do cônjuge. Deus usa várias maneiras para falar conosco. Não é uma voz audível, mas uma confirmação em nosso coração ou uma situação que abre ou fecha as portas diante de nós. A vida cristã é vivida pela fé e nossas escolhas são consequências dessa vida interior. Escolher bem não é fácil, mas não tomar decisões é um desastre. É melhor você errar na sua escolha do que não escolher. 

A maioria das decisões certas, feitas com propósito e excelência, segundo Barry Schawartz, envolve as seguintes etapas:

1 – Fixar os objetivos;

2 – Avaliar a importância de cada objetivo;

3 – Relacionar as opções;

4 – Avaliar qual é a probabilidade de cada uma das opções atender aos seus objetivos;

5 – Selecionar as opções aprovadas;

6 – Mais tarde, utilizar as consequências da sua escolha para modificar os objetivos, a importância que você atribuiu a eles e o modo de avaliar as possibilidades futuras.

Portanto, para escolher bem, acima de tudo é preciso saber o que você quer (foco, objetivo), e ser capaz de prever com exatidão como esta ou aquela escolha lhe fará sentir (propósito). E isso definitivamente não é fácil.