A vida cristã é uma constante luta!

A vida cristã é uma constante luta, uma luta entre o bem e o mal, entre a fé e a incredulidade. Na vida, temos que lutar tanto do ponto de vista material quando do espiritual, e não conseguimos conquistas sem lutas. Por trás dos homens mais bem sucedidos do mundo existe muita luta e trabalho; nada vem fácil, nada vem de graça. Portanto, para viver bem e vencer, temos que aprender a lutar.

Paulo diz: “eu sei como lutar, eu não perco os meus golpes, eu não dou golpes no ar”. Quando você dá golpes no ar você está desperdiçando energia e tempo, está se desviando do seu foco, está batendo no nada. Se você luta errado, é como se estivesse de olhos vendados: dá vários golpes, mas não consegue saber onde e se acertou. Para lutar, você deve saber onde bater. Não perca seus golpes, eles são preciosos para Deus. Quando você bate no ponto certo, não precisa usar a força.

Mas, antes de lutar contra as forças do mal, você precisa lutar contra si mesmo, golpear sua própria natureza pecaminosa. Se você não estiver qualificado, resolvido interiormente, não terá autoridade para lutar contra o mundo espiritual.

Paulo fala sobre a “concupiscência da carne”, que significa a paixão, o desejo ‘adâmico’, pecaminoso. Esmurrar a carne é rejeitar essa força que sempre o leva a fazer o que não quer. Você já foi crucificado, a carne ou o velho homem já foi morto quando você passou pelo batismo nas águas. Você saiu das águas para reinar em Cristo e para governar sobre si mesmo.

Se você não crucificar sua carne, não der golpes certos, irá perder as coisas mais preciosas que Deus lhe deu nessa vida. Muitos perdem oportunidades na vida por não saberem colocar suas compulsões na cruz de Cristo.

Não desfira golpes no ar, aprenda a golpear aquilo que lhe escraviza, que busca tirar sua grandeza e sua excelência. A vida passa uma vez só. Por isso, golpeie nos lugares certos. Lute com sabedoria, para que a sua natureza não domine a sua vida!

Nunca é tarde para crescer em Cristo

A Palavra de Deus é vida, alimento para a alma, para o espírito e para o corpo, semente para ser plantada na terra fértil do coração.

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.” (I Coríntios 13: 11)

É maravilhoso ver que Paulo não estava simplesmente nos exortando, mas exortava a si próprio. Paulo se converteu e conheceu Jesus na idade adulta. Quando ele falou de si como menino, falava sobre a sua idade espiritual no andar com Deus.

Quando começamos nossa caminhada com Deus, nos tornamos crianças. Todavia, temos dificuldade de crescer e deixar que o Espírito Santo nos leve a novas fases. Quando temos a coragem de crescer é porque desistimos das coisas próprias de criança. Essa é uma decisão que deve ser tomada (não apenas sentida) e vigiada para que não voltemos a ter atitudes e comportamentos infantis. As mudanças em nossas vidas não acontecem quando pensamos que vão acontecer, mas nos pegam de surpresa quando agimos diferentemente de como costumávamos agir.

“Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho.” (I Samuel 2: 18)

O sentido de menino nesse verso é cronológico, diferente do sentido empregado por Paulo na carta aos Coríntios, que é emocional ou espiritual.

Estudando a vida dos grandes homens de Deus, que mudaram a história do mundo, constatamos que mais de 50% deles se converteram na infância ou adolescência. Cerca de 20% se converteram entre 20 e 30 anos. Somente 7% se converteram depois dos 30 anos, pois o coração está mais endurecido. Os pais de jovens, crianças e adolescentes, não precisam ter medo que seus filhos frequentem a igreja ou as células. Tenham cuidado e temor quando os filhos não quiserem frequentar a igreja e estiverem envolvidos com o mundo.

“Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lhe trazia quando, com seu marido, subia a oferecer o sacrifício anual.” ( I Samuel 2: 19)

Ana, mãe de Samuel, foi corajosa para cumprir seu voto e oferecer seu filho ao Senhor. O cumprimento do voto demonstra sua maturidade emocional. Ana era emocionalmente adulta. E você? Tem exercido a sua inteligência emocional? Pense nisso!