Encontre algo que você goste muito e será extremamente feliz

Na vida é preciso ter objetivos. O professor Mario Sergio Cortella, em uma de suas palestras, corrigiu a epígrafe: “Para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”. Ele disse que, na verdade, para quem não sabe aonde vai, nenhum caminho serve. Pois tudo vai parecer ruim e sem sentido. Por isso, defina aonde você quer chegar.

Ter metas é importante porque influencia o presente, mesmo que ele só dure apenas três segundos. Mas isso influencia a sua memória. Quando se alcança uma meta, mesmo as dificuldades serão relembradas com o sabor doce da vitória. Mesmo as piores situações serão arquivadas como momentos de construção de algo maior. A meta tem o poder de dar sentido ao sacrifício. Mesmo as piores situações, quando estão ligadas a uma grande meta, tornam-se memórias positivas, pois estão associadas a um objetivo de vida, por isso, o Bispo Rodovalho fala tanto em propósito.

Encontre algo que você goste muito e consiga uma concentração absoluta. São aqueles momentos em que você não consegue perceber o tempo passar, pois está imerso na atividade. Pessoas felizes sentem a necessidade de repetir com frequência a experiência de imersão, um conceito conhecido como “fluxo”. Quanto mais você investe nas suas maiores forças, maior o fluxo que você atinge na sua vida. Os benefícios dessas experiências prazerosas, de certa forma, irrigam satisfação para outras áreas da vida da pessoa, criando condições para que você estabeleça um fluxo positivo para produzir memórias mais interessantes sobre o presente e para reinterpretar recordações do passado.

Um emprego ou uma aula chata podem se tornar suportáveis se você consegue parar, chegar em casa e fazer essa imersão completa praticando algo que você goste muito. Alguns sortudos conseguem atingir esse nível de concentração e prazer no próprio trabalho, outros em hobbies. Boas memórias dependem do contato com essa fluidez, quando é possível sentir a felicidade acontecendo no presente, e não apenas no passado.

A escolha da pessoa certa

Quando falamos em decisão várias coisas passam pela mente, já que as decisões envolvem diversos aspectos, desde a profissão, lugar para morar e estudar, tipo de carro, comida, amigos etc.. Mas uma escolha muito importante tem ficado de lado e vem sendo substituída pelo acaso ou pelo “tanto faz”. Escolher a pessoa com que o jovem irá dividir os seus sonhos e sua vida precisa voltar a ter importância.

Para aqueles que fazem parte de uma igreja ou comunidade o raio de escolha fica mais restrito. Nesses 40 anos de ministério, graças a Deus, presenciamos em nossas igrejas muitas uniões de jovens com o mesmo propósito. A escolha do parceiro faz parte de um grande leque de opções e, depois, haverá ainda outro nível que é a escolha conjunta ou o acordo, aquilo que fará a relação funcionar de verdade. Os jovens dessa geração atual padecem de exemplos para seguir e, devido à facilidade com que muitos se divorciam, cria-se uma insegurança que os leva a questionar se o casamento vale a pena. Consequentemente, os casais constroem suas vidas e famílias em uma estrutura muito frágil, sem base ou fundamento.

Nosso coração faz escolhas, mas a resposta certa vem do Senhor, nos ensina Salomão em Provérbios 16:9. Essa busca pela confirmação de Deus nos dá confiança nas escolhas ou decisões que tomamos, principalmente na escolha do cônjuge. Deus usa várias maneiras para falar conosco. Não é uma voz audível, mas uma confirmação em nosso coração ou uma situação que abre ou fecha as portas diante de nós. A vida cristã é vivida pela fé e nossas escolhas são consequências dessa vida interior. Escolher bem não é fácil, mas não tomar decisões é um desastre. É melhor você errar na sua escolha do que não escolher. 

A maioria das decisões certas, feitas com propósito e excelência, segundo Barry Schawartz, envolve as seguintes etapas:

1 – Fixar os objetivos;

2 – Avaliar a importância de cada objetivo;

3 – Relacionar as opções;

4 – Avaliar qual é a probabilidade de cada uma das opções atender aos seus objetivos;

5 – Selecionar as opções aprovadas;

6 – Mais tarde, utilizar as consequências da sua escolha para modificar os objetivos, a importância que você atribuiu a eles e o modo de avaliar as possibilidades futuras.

Portanto, para escolher bem, acima de tudo é preciso saber o que você quer (foco, objetivo), e ser capaz de prever com exatidão como esta ou aquela escolha lhe fará sentir (propósito). E isso definitivamente não é fácil.