Pornografia virtual, uma epidemia da sociedade

Muitos relacionamentos estão em crise devido a uma epidemia que é a pornografia virtual. Isso porque ver pornografia muda a atitude do usuário para com o sexo, seu cônjuge e a sociedade. Ele ou ela usa fantasias sexuais para se estimular sexualmente, e passa a ver o sexo como um privilégio casual, e não íntimo e recreativo com seu cônjuge. Embora seja assombroso para muitos, os usuários de pornografia acabam pondo sua vida com Deus, o casamento, o trabalho e as amizades em segundo lugar, depois de seu desejo por pornografia. Eles querem mudar, voltar à vida como era antes, mas a maioria não consegue.

Muitos psicólogos clínicos relataram que, ironicamente, a disfunção erétil é comumente associada ao constante uso da pornografia entre homens e mulheres. Um dos motivos para isso é que a constante busca de imagens sexuais e masturbação, que muitas vezes acompanha isso, levam à insatisfação com o próprio cônjuge. Afinal, a esposa de um homem não consegue manter uma imagem que se compare com as mulheres no mundo da fantasia dos vídeos e imagens pornográficos. O consumidor normal de pornografia se prepara para o desapontamentos e desintegração quase certa de seu casamento. A força viciadora da pornografia é consequência de mudanças neuroplásticas de longa duração, às vezes permanentes, no cérebro.

Lamentavelmente, para o consumidor de pornografia, a confissão e a contrição são geralmente insuficientes para se desprender da prática. Como a dependência das drogas, a pornografia não é só um mau hábito – é um vício. Então ela precisa ser confrontada, passar por um processo de confissão, de cura, “desintoxicação mental” e libertação.

A pornografia muitas vezes é um pecado secreto que perdura por anos em um relacionamento, roubando a felicidade do casal. Isso porque a pessoa que tem essa prática carrega a culpa, e o cônjuge que sabe dela se sente traído, rejeitado, desvalorizado e humilhado. Diante desses sentimentos o casamento pode ruir, pois o amor conjugal foi feito para ser uma entrega total de si para um parceiro permanente e fiel. É uma entrega confiante e abnegada. Em contraste, o sexo pornográfico é egoísta, degradante e mecânico.

Se você tem passado por essa situação, procure ajuda, fale com seus líderes, pastores ou um psicólogo, mas não enterre esse pecado secreto em sua casa, como se ele não estivesse atrapalhando sua vida, trazendo infelicidade para você e para seu parceiro.

Quer fazer melhores escolhas?

Muitas vezes a liberdade de escolha pode nos oprimir e não libertar. Ninguém está dizendo que a escolha não é benéfica. Segundo o autor Barry Schwartz, a escolha é essencial para a autonomia, que é fundamental para o bem-estar. A pessoa saudável quer e precisa dirigir a sua própria vida. Vivemos em uma sociedade globalizada e temos a opção de comprar um objeto que desejamos em qualquer loja ou cidade que quisermos. Podemos, dependendo do item, adquiri-lo até mesmo na China, do outro lado do mundo. As opções são imensas, tanto de produtos como de lojas para comprá-lo. Por exemplo, se você vai ao supermercado para comprar um pacote de macarrão, ao chegar à prateleira indicada, dependendo do mercado, o produto ocupa metade do corredor. Assim, se você não souber antecipadamente o que está procurando isso lhe será uma grande dor de cabeça. A primeira escolha que você terá de fazer é se quer uma marca brasileira ou importada. Se optar pela importada, seu leque de escolhas diminui consideravelmente. Contudo, se optar por uma nacional, a escolha não será tão fácil.

Antigamente, nossas avós e até nossas mães faziam as massas para a família em casa. Compravam o cilindro, a farinha de trigo, os ovos, preparavam com água e a massa estava pronta. Hoje, além da marca, você tem de escolher o tipo de massa: Pasta fresca (feita em casa), Pasta seca à base de sêmola de trigo duro, das que encontramos com mais facilidade nas prateleiras dos supermercados, Pasta Lunga (longa) que é a massa com mais de 10cm de comprimento (spaghetti, bavete ou tagliatelle), Pasta Corta (curta), que são as massas menores do que 10cm de comprimento (rigantoni, fafalle, risoni, gnocchi, penne e tortellini). Se você estiver perto do horário de refeição isso já deve ter lhe dado muita fome.

Com certeza, se você não for boa cozinheira ou se não tiver anotado a marca e o tipo de massa, terá um desafio enorme para comprar seu macarrão. O seu problema será que, ao chegar à prateleira, com todas as opções existentes, não terá mais certeza de qual macarrão prefere. Talvez fique se perguntando qual será o preferido pelo seu cônjuge, ou mãe ou filhos.

Mas, “o que isso tem a ver comigo?”, você pode estar pensando. Os especialistas têm chegado à conclusão que na medida em que a quantidade de possibilidades de escolhas aparece, seus aspectos negativos crescem gradativamente até nos sufocar. E, segundo Schwartz, quando isso acontece a escolha deixa de ser uma fonte de libertação e passa a ser uma fonte de apreensão e de fraqueza. Ao aumentar as opções, não estamos necessariamente aumentando a liberdade da pessoa.

Quando Jesus declara que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, ele está colocando um parâmetro divino em nossas escolhas para desfrutarmos uma vida plena. Quando nos conhecemos mais profundamente começamos a viver uma vida de libertação, porque quanto mais uma pessoa se conhece e se aceita, menos ela depende da opinião de outros, e por isso, pode fazer escolhas melhores ou excelentes.

Se o meu espírito não for um espírito excelente, minhas escolhas serão medianas. Ter um espírito excelente está diretamente ligado a uma vida espiritual rica e satisfatória, em fazer do meu propósito a minha missão neste mundo. Quando um cristão nascido de novo escolhe viver segundo a vontade de Deus e dá permissão para o Espírito Santo dirigi-lo, sua vida se tornará mais fácil.