Pornografia virtual, uma epidemia da sociedade

Muitos relacionamentos estão em crise devido a uma epidemia que é a pornografia virtual. Isso porque ver pornografia muda a atitude do usuário para com o sexo, seu cônjuge e a sociedade. Ele ou ela usa fantasias sexuais para se estimular sexualmente, e passa a ver o sexo como um privilégio casual, e não íntimo e recreativo com seu cônjuge. Embora seja assombroso para muitos, os usuários de pornografia acabam pondo sua vida com Deus, o casamento, o trabalho e as amizades em segundo lugar, depois de seu desejo por pornografia. Eles querem mudar, voltar à vida como era antes, mas a maioria não consegue.

Muitos psicólogos clínicos relataram que, ironicamente, a disfunção erétil é comumente associada ao constante uso da pornografia entre homens e mulheres. Um dos motivos para isso é que a constante busca de imagens sexuais e masturbação, que muitas vezes acompanha isso, levam à insatisfação com o próprio cônjuge. Afinal, a esposa de um homem não consegue manter uma imagem que se compare com as mulheres no mundo da fantasia dos vídeos e imagens pornográficos. O consumidor normal de pornografia se prepara para o desapontamentos e desintegração quase certa de seu casamento. A força viciadora da pornografia é consequência de mudanças neuroplásticas de longa duração, às vezes permanentes, no cérebro.

Lamentavelmente, para o consumidor de pornografia, a confissão e a contrição são geralmente insuficientes para se desprender da prática. Como a dependência das drogas, a pornografia não é só um mau hábito – é um vício. Então ela precisa ser confrontada, passar por um processo de confissão, de cura, “desintoxicação mental” e libertação.

A pornografia muitas vezes é um pecado secreto que perdura por anos em um relacionamento, roubando a felicidade do casal. Isso porque a pessoa que tem essa prática carrega a culpa, e o cônjuge que sabe dela se sente traído, rejeitado, desvalorizado e humilhado. Diante desses sentimentos o casamento pode ruir, pois o amor conjugal foi feito para ser uma entrega total de si para um parceiro permanente e fiel. É uma entrega confiante e abnegada. Em contraste, o sexo pornográfico é egoísta, degradante e mecânico.

Se você tem passado por essa situação, procure ajuda, fale com seus líderes, pastores ou um psicólogo, mas não enterre esse pecado secreto em sua casa, como se ele não estivesse atrapalhando sua vida, trazendo infelicidade para você e para seu parceiro.

Por que se preocupar em ser feliz?

A felicidade é o que os antigos gregos chamavam de eudaimonia, segundo a qual a felicidade é o objetivo da vida humana. Ela não se opõe à razão, mas é a sua finalidade natural. O eudemonismo era a posição sustentada por todos os filósofos da antiguidade, apesar das diferenças acerca da concepção de felicidade de cada um deles. Segundo Aristóteles: “A felicidade é um princípio; é para alcançá-la que realizamos todos os outros atos; ela é exatamente o gênio de nossas motivações”.

No entanto, é difícil definir rigorosamente a felicidade e sua medida, porque o que é felicidade para mim pode não ser para você. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos e instrumentos, a exemplo do Questionário da Felicidade de Oxford, para medir o nível de felicidade de um indivíduo. Esses métodos levam em conta fatores físicos e psicológicos, tais como envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, renda etc.

A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade – pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena. A felicidade como caminho é um trabalho, uma busca interior de uma vida toda. A convicção de que exista maneiras rápidas de alcançar a felicidade, o entusiasmo, o conforto no lugar de conquistar, faz com que a busca por prazer, dinheiro e poder tome o lugar do esforço. Ser feliz tem mais a ver, segundo o psicólogo Martin E. P. Seligman, com o exercício da bondade do que o prazer e a capacidade que uma pessoa possui em lidar com os acontecimentos desagradáveis da sua vida.

Agora, por que se preocupar em ser feliz? Simplesmente porque pessoas felizes não somente lidam bem melhor com as adversidades como resistem melhor à dor. Pais felizes criam filhos seguros e crianças seguras que crescem vinculadas e superam os colegas em quase todos os aspectos testados, incluindo independência, persistência e capacidade de resolução de problemas. A vida moderna exige rapidez e uma preocupação em fazer tudo ao mesmo tempo. A obsessão pelo sucesso, a busca pela gratificação imediata e a ansiedade com o futuro acabam por empobrecer a vida e os relacionamentos.

A vida é um privilégio, é um presente maravilhoso que Deus nos deu, mas também é tão curta e passa tão rápida que é uma lástima passarmos por ela sem sermos felizes. Por isso temos que buscar a felicidade, buscar o prazer de vivermos cada dia. E a responsabilidade por você ser feliz é sua – você decide ser feliz. Você pode hoje mesmo declarar:“eu vou ser feliz, eu vou buscar a minha felicidade e não vou deixar que nada e ninguém a roube de mim.” Experimente fazer isso. Você vai se surpreender!