Por que poucos alcançam seus sonhos, concretizam seus planos?

Todos nós queremos o melhor para as nossas vidas. Então, por que poucos alcançam seus sonhos, concretizam seus planos? Por que temos tantas pessoas insatisfeitas, infelizes dentro das igrejas? Por que, de todos aqueles que se propõem a realizar algo em sua vida, somente alguns realizam? A resposta para essas questões é a mesma: as escolhas erradas que fazemos no decorrer da vida. O livre-arbítrio, depois da própria existência, é o maior presente que Deus nos deu. Ele pode definir nosso destino.

Um mal que assola o nosso século chama-se estresse. Estresse é um termo usado para se referir à tensão extrema dos sistemas do nosso corpo, como resultado da incapacidade de reagir adequadamente às pressões externas; é uma tensão física e psicológica fora do habitual que provoca um estado de ansiedade no organismo.

Como vivemos em um mundo acelerado, cheio de emoções e circunstâncias estressantes, precisamos aprender a controlar a maneira como o estresse nos afeta. Quando rompemos o ciclo dos pensamentos nocivos, tóxicos, podemos romper o hábito de absorver o estresse. Por isso, fazer a escolha de confrontar as amarguras acumuladas, a ira, o ódio, a culpa reprimida ou qualquer tipo de pensamento e sentimento tóxico, vai prevenir que o estresse permaneça arraigado em nossos sistemas.

Você sabe fazer suas próprias escolhas?

Insegurança financeira, preocupações com a saúde, pressões no trabalho, medo da violência ou da morte, tudo isso são fontes importantes de estresse no nosso cotidiano. No entanto, existe um tipo particular de estresse que, segundo a professora S.Dickesson, da Universidade da Califórnia, é o mais forte para os seres humanos: a Ameaça de Avaliação Social ou SET.

Isso acontece quando somos expostos a sentimentos ou emoções de vergonha que nos levam a pensar que os outros irão nos julgar por causa dessas situações. No profundo dessa vergonha está a crença de que as pessoas vão nos rejeitas pela nossa situação econômica, pela casa ou carro que temos, ou pela roupa que usamos.

Em todos nós, seres humanos, a ameaça social tem grandes efeitos sobre o sistema imunológico. Por incrível que pareça, o fato de nos sentirmos incomodados com o que os outros pensam a nosso respeito pode trazer um impacto substancial em nossa saúde física. Não podemos fazer muito ou quase nada sobre a maneira com que os outros nos veem ou nos tratam, mas podemos fazer escolhas baseadas em nossa percepção interior, esquecendo-nos dos outros. Quando essas estão vinculadas somente às opiniões alheias, com certeza não serão boas escolhas.

Muitas pessoas devem ter pensado, quando o estúdio escolheu Charlton Heston para o papel de Ben-Hur, que ele não deveria ter aceitado por ter sido a quarta escolha, mas, assim como Heston aceitou por visão e opinião pessoal, também não devemos olhar a nossa vida pela visão dos outros. Em outras palavras, ele não escolheu ver o copo meio vazio, mas ver meio cheio.

Tudo na vida está relacionado a foco e escolhas. Você nem sempre fará a melhor escolha, mas lembre-se: pior do que não fazer uma boa escolha é não fazer nenhuma. As pessoas muitas vezes ficam paralisadas pois, o medo de serem julgadas ou mal interpretadas as impede de colocar para fora o que elas têm de melhor.

Um personagem bíblico que me intriga bastante é Isaque, pois ele não foi capaz de escolher sua própria esposa. Abraão, conhecendo seu filho, incumbiu um servo leal de procurar uma esposa para ele. Por amo a Abraão e à promessa de Deus para sua posteridade, aquele servo escolheu Rebeca. O que pode ter acontecido com Isaque que o tornou tão hesitante? Por que Abraão interferiu em seu futuro de uma maneira tão contundente? A única resposta está na relação de Isaque com seus pais.

Sendo ele o único filho de um casal idoso, eles o cercaram de extremo cuidado, excesso de proteção. Imagino que quando Isaque saía para brincar sempre havia a voz da mãe que o orientava e isso lhe causava insegurança. Ele não aprendeu a confiar em suas escolhas; pois sempre dependia do pai e da mãe para fazê-las.