Evite mágoas no seu coração, assim você não adoece!

Muitos guardam mágoa de Deus. São mágoas que nem sempre temos coragem de admitir para nós mesmos ou para outros. Culpamos a Deus pela família em que nascemos, por um acidente sofrido, por uma tragédia vivida. Temos que aprender a separar aquilo que é do homem daquilo que é de Deus. Para isso, Ele renova nossos pensamentos assim como fez com o povo de Israel.

O pensamento do povo de Israel era “nascemos para ser escravos”. É o mesmo que dizer: “nunca vamos deixar a posição em que estamos”. E nós: “estou com essa pessoa e ela nunca vai mudar”; “a minha situação nunca vai mudar”; “o meu casamento nunca vai mudar”, etc.

E não vai mudar mesmo! Justamente porque acreditamos que não vai mudar e não fazemos nada diferente. Ou, ainda, dizemos que queremos mudar, mas não colocamos sentimento e fé suficientes para isso. Pensamos que podemos, mas, se não temos fé, descobrimos que nos enganamos.

Quando entregamos nossas mágoas, nos colocamos diante de Deus e nos dispomos a ter pensamentos e sentimentos diferentes; quando os sentimentos forem diferentes aí, então, os pensamentos serão diferentes e as atitudes também. E assim, os efeitos colaterais da cura começarão a acontecer. Não vamos mais adoecer por guardar sentimentos e o corpo não vai mais precisar somatizar para expelir emoções.

Deveríamos ser alfabetizados emocionalmente já na escola

Semana passada mostrei uma lista que reúne algumas características de alguém com alta inteligência emocional. Se você não identificou nenhuma delas em sua vida, não fique triste, pois todos esses atributos podem ser adquiridos ou aprendidos, mesmo que na fase adulta.

Goleman acredita que deveríamos ser alfabetizados emocionalmente já na escola, assim seríamos pessoas melhores e também seríamos poupados de dissabores. Ele aponta os seguintes benefícios percebidos em crianças cujas escolas adotaram projetos de alfabetização emocional:

Autoconsciência emocional

  • Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções;
  • Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos;
  • Diferenciar sentimentos e atos.

Controle de emoções

  • Melhor tolerância à frustração e controle da raiva;
  • Menos ofensas verbais, brigas e perturbação na sala de aula;
  • Maior capacidade de expressar adequadamente a raiva, sem brigar;
  • Menos suspensões e expulsões;
  • Menos comportamento agressivo ou autodestrutivo;
  • Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família;
  • Melhor no lidar com a tensão;
  • Menos solidão e ansiedade social.

Canalizar produtivamente as emoções

  • Melhor comunicabilidade;
  • Maior capacidade de se concentrar na tarefa imediata e prestar atenção;
  • Menor impulsividade, mais autocontrole;
  • Melhores notas nas provas.

Empatia: Ler emoções

  • Maior capacidade de adotar a perspectiva do outro;
  • Melhor empatia e sensibilidade em relação aos sentimentos dos outros;
  • Melhor no ouvir os outros.

Lidar com relacionamentos

  • Maior capacidade de analisar e compreender relacionamentos;
  • Melhor na solução de conflitos e negociação de desacordos;
  • Melhor na solução de problemas em relacionamentos;
  • Mais assertivo e hábil no comunicar-se;
  • Mais benquisto; amistoso e envolvido com os colegas;
  • Mais procurado pelos colegas;
  • Mais preocupado e atencioso;
  • Mais “pró-social” e harmonioso em grupos;
  • Maior partilhamento, cooperação e prestatividade;
  • Mais democrático no lidar com os outros;