A força do “não”

Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente. (Mateus
26:75)

Líderes bem-intencionados, muitas vezes estão propensos à necessidade de se sentirem amados por todos. Essa foi uma das causas de Pedro negar Jesus, pois a necessidade da aprovação e medo da rejeição o levou a negar seu Mestre não uma vez, mas três vezes.

Passamos uma boa parte da nossa infância ouvindo “nãos” e é normal que o “não” soe como ausência de amor e compreensão para alguns. Mas o “não” nos protege. Quem deseja crescer não tem receio de dizer e ouvir “não”.

Quando Jesus disse à mulher samaritana sobre seus relacionamentos ilegítimos, Ele estava dizendo “não” a uma vida de escuridão e transformando uma mulher de má fama em um exemplo.

No treinamento de discípulos corremos o risco de negar aquilo que acreditamos para não sermos criticados e até mesmo abandonados.

Na estrada da liderança existem mais “nãos” do que “sins”, porém não tenha medo de usá-la. Quanto mais servimos e nos relacionamos com as pessoas, a palavra “não” precisa ser mantida acessível para ser usada a qualquer momento, sem culpa. Principalmente quando as oportunidades começam a multiplicar-se à sua frente.

Jesus disse “não” ao diabo três vezes quando estava sendo tentado por ele no deserto. Também disse “não” a Pedro, quando ele tentou mudar a direção do Seu destino. Pedro está com pena de Jesus e de si mesmo. Pois o opróbrio não viria somente sobre Jesus, mas para toda equipe.

Mas Jesus era inflexível com a falsidade nos corações das pessoas e estava sempre pronto a desmascará-la. Quer fosse a hipocrisia dos fariseus ou dos discípulos, quando tentaram impedir a mulher pecadora de ungi-lo com perfume e lágrimas.

Segundo estudo, autoestima alcança seu auge aos 70 anos

Não é novidade para ninguém que eu adoro pesquisas. Leio muito e acho interessante abordar nas minhas ministrações tais embasamentos. E hoje li uma super interessante que fala que é na velhice que estamos mais satisfeitos com nós mesmos. Cientistas da Universidade de Berna, na Suíça, investigaram a trajetória da autoestima ao longo da vida e descobriram que esse sentimento começa a se elevar entre 04 e 11 anos, quando elas se desenvolvem social e cognitivamente e se estabilizam à medida que a adolescência começa, dos 11 aos 15 anos. E, segundo os pesquisadores, a autoestima se mantém até a metade da adolescência. Depois disso, ela tende a aumentar significativamente até os 30 anos, com oscilações, mas o sentimento de autoconfiança tende a crescer.

Quando chegam aos 60 chegam, a autoestima alcança o seu auge e permanece assim até os 70 anos. Agora uma curiosidade: quem passa dos 70 e vai até os 90 anos, por exemplo, os pesquisadores afirmam que esse sentimento declina drasticamente. “Essa idade frequentemente envolve perda de papéis sociais e, possivelmente, viuvez, fatores que podem ameaçar a autoestima”, explica o autor. “Além disso, o envelhecimento muitas vezes leva a mudanças negativas em outras possíveis fontes de autoestima, como habilidades cognitivas e saúde.”

Toda essa análise se baseou em 191 artigos científicos sobre autoestima, que incluíam dados de quase 165 mil pessoas. Os cientistas conseguiram, com esse estudo, apresentar uma visão bem abrangente sobre como a essa auto percepção muda com a idade – por isso optaram por diferentes grupos demográficos e faixas etárias. Na cultura de hoje, que é quase obcecada pela juventude, muitos temem o envelhecimento. Mas, segundo a pesquisa, uns aninhos a mais podem fazer bem para sua autopercepção.
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Com informações da Revista Super Interessante