O perigo da escolha errada

Vivemos numa época e numa sociedade em que as oportunidades de escolhas crescem mais e mais.  Jesus disse a Maria, que ela havia escolhido a boa parte, e esta não lhe seria tirada, nós precisamos nos tornar peritos na capacidade de escolher o que vamos guardar e o que vamos dispensar.

Jesus também vivenciou esse princípio, aos 30 anos de idade, depois de ter escolhido ser carpinteiro como seu pai, e decidiu deixar o martelo para pegar o cajado. Ele teve de fazer uma escolha entre algo que lhe dava prazer que era a ligação com o seu pai natural, a carpintaria, e o Seu ministério. Mesmo sendo filho de Deus, ele teve a opção de escolha, pois Deus nos criou com livre arbítrio.

Escolhas não são fáceis e as nossas vidas são repletas delas, querendo ou não, tendo consciência ou não, você faz escolhas todos os dias. Nossos relacionamentos são feitos de escolhas, e muitas vezes, no calor da emoção ou pelos efeitos da carne tomamos o caminho errado e isso nos traz um resultado amargo.

Muitas pessoas têm escolhido errado. Comece a se perguntar o que suas escolham tem acrescentado à sua vida? Ou até mesmo, o que as suas escolhas tem retirado da sua vida? Nossas escolhas nos levam a novos caminhos e responsabilidades que nem sempre prevemos e infelizmente, podemos nos machucar e muito, no meio do caminho.

Tenho visto muitos relacionamentos fracassados porque as escolhas foram movidas pelos sentimentos, pelo fervor de um abraço e um beijo passageiro. As escolhas devem ser feitas, não mediante os nossos sentimentos. Quando Paulo fala de carne, ele fala sobre paixão e nós não fazemos escolhas em cima das paixões. Nós fazemos escolhas em cima de espírito, naquilo que se mantém.

Talvez você viva há muito tempo como a mulher Samaritana. Ela buscava intensamente viver o amor, que é a chave para o sucesso nos nossos relacionamentos. Ela já havia escolhido cinco companheiros e, com certeza, não achou o que buscava em nenhum deles. Isso também acontece conosco nos relacionamentos que construímos. Começamos a nos relacionar, mas, quando descobrimos que as pessoas não têm o que procuramos, nos decepcionamos.

Essa mulher devia ser uma mulher bonita, atraente, com boa situação financeira, e que atraía os homens. Ela atraía, criava uma expectativa de que seria suprida, se decepcionava, se frustrava e começava tudo de novo com um outro companheiro. Quando ela encontrou Jesus, não estava casada com seu companheiro, mas apenas vivia com ele.

Essa mulher deve ter desfrutado o amor erótico, carnal, vinculado à atração sexual, chamado eros, no idioma grego. A Bíblia fala ainda do amor philos, também no grego, que significa fraternidade, amor entre irmãos. E do amor ágape, no grego, que não é baseado em sentimentos, mas em escolhas. Jesus ofereceu uma escolha àquela mulher: o amor que ela procurava não era eros, nem philos, mas amor ágape.

Todos os amores são importantes num casamento, mas para preencher um vazio emocional, como o daquela mulher, era necessário experimentar o amor incondicional, que não exige nada em troca. A chave para sermos pessoas plenas, felizes e equilibradas em nossas vidas emocionais, é receber de Deus esse amor totalmente destituído de qualquer interesse pessoal.

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