Não se pode consertar um erro tirando a vida de um ser humano indefeso

Bispa Lucia fala sobre abortoA prática do aborto está ficando cada vez mais comum no Brasil. De acordo com estudo realizado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) estima-se que aproximadamente 865 mil procedimentos ilegais foram realizados no Brasil em 2013. A discussão sobre o tema tem repercutido e feito muitas entidades pró-descriminalização da prática ir às ruas e lutar pela legalização do aborto.

Esse assunto tomou conta dos veículos de comunicação nos últimos dias, quando foi noticiado o caso de duas moradoras do Rio de Janeiro que apareceram mortas depois de serem atendidas em clínicas clandestinas de aborto. Sabemos que esses são casos, infelizmente, bem comuns no nosso país. A sociedade, muitas vezes, tapa os olhos para essa questão e, muita gente leiga, é a favor desse crime. Não se pode consertar um erro tirando a vida de um ser humano indefeso. É preciso investir na educação de qualidade, nas famílias, escolas e igrejas. É preciso, antes de tudo, refletir. Será que nos países em que o aborto é permitido, jovens e mulheres estão mais conscientes e tem menos problemas?

Sou psicóloga e pastora com mais de 38 anos de experiência em saúde mental. Por isso, tenho a convicção de que medidas educativas e preventivas são as únicas soluções para esse crime. Sou totalmente contra o aborto e, portanto, a favor da vida. Fundamento esse meu ponto de vista não somente na minha fé cristã, mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos. O feto é um ser completo, desde a sua concepção, portanto, tem direito à vida, como defende o artigo quinto da Constituição Brasileira e o artigo segundo do Código Civil.

Uma experiência que me marcou fortemente no início da minha caminhada como conselheira espiritual foi de uma senhora casada na faixa dos 40 anos. Ela agradeceu sua mãe, avó e familiares, por ter permitido seu nascimento. Sua mãe tinha sido estuprada ainda na adolescência. Ela e sua família moravam nos Estados Unidos quando sua mãe foi levada ao hospital para um exame de corpo e delito. O médico sugeriu a pílula do dia seguinte, mas sua mãe e família rejeitaram. Após nove meses ela nasceu. Sua gratidão a Deus, à sua mãe e familiares era algo tão profundo que emocionava a todos que ouviam sua declaração. Hoje essa mulher é uma avó lutadora, a favor da vida!

“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci e, antes que saísses da madre, te consagrei. ” (Jeremias 1: 5)

 

 

 

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