31 de outubro: 502 anos da Reforma Protestante

Nos últimos dias temos falado muito sobre a Reforma Protestante, que neste dia 31 de outubro completa 502 Anos. Mas você sabe o que foi essa Reforma? O movimento foi idealizado por Martinho Lutero no início do século 16, naquela época a Igreja Católica tinha grande influência política e social. Ela se tornou uma potência financeira e em diversos casos foi usada como um instrumento de fortalecimento do poder político. O Papa tinha uma fortuna maior do que muitos príncipes e os cargos eclesiásticos eram disputados pela aristocracia – muitas vezes viravam moeda de troca política.

Uma das práticas mais comuns da Igreja Católica era a venda pública das indulgências, os pergaminhos que perdoavam os pecados do fiel. Muitos padres as vendiam em troca de uma doação em dinheiro a Igreja. Então no dia 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha, 95 teses que criticavam a conduta da Igreja Católica. Os textos denunciavam a deturpação do evangelho, a venda de indulgências e a corrupção, o enriquecimento ilícito e a falta do celibato clerical. Além das denúncias, chamavam o cristão ao arrependimento e à fé.

Lutero pregava que somente a fé em Deus salvava as pessoas. Uma ideia que se opunha à salvação pela compra de indulgências. Essa interpretação oferecia ao povo a expiação da culpa por meio da contrição e penitência, o que ia contra as práticas da Igreja naquele momento. Para ele, a salvação se dá pela fé na justiça, na graça e misericórdia divina.

O luteranismo também defendia a livre interpretação da Bíblia. A igreja Romana era contra esse ponto, pois entendia que o povo não iria entender corretamente os ensinamentos de Deus e precisava seguir as orientações de um sacerdote.

A Reforma Protestante se espalhou na Alemanha e teve rápida aceitação em vários países. Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, na França, e na Suiça a reforma teve como líderes João Calvino (1509 – 1564) e Ulrico Zuínglio (1484 – 1531). Na França e nos Países Baixos, os adeptos foram chamados de huguenotes. Na Inglaterra, de puritanos, e na Escócia, de presbiterianos.

As 95 teses de Lutero deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o Luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao Catolicismo. Daí vem o nome “Protestante”, para designar os seguidores dessa vertente religiosa. Hoje fazemos parte desse movimento que mudou a história não somente da sociedade, mas te todo o cristianismo.

Vida de pai e mãe não é mole não!

Ser pai e mãe é uma tarefa para toda uma vida. Tanto a maternidade quanto a paternidade exige muita abnegação, tolerância, paciência, ou seja, todas as “ciências” possíveis. Não existe ex-filho, ex-pai ou ex-mãe. Essa é uma condição que nos acompanha para sempre.

Precisamos nos atentar de que, antes da paternidade, existe a filiação. Para ser pai ou mãe não basta a biologia, tem que ter sido filho, vivenciado esta experiência por um período de tempo com uma figura de autoridade que deu amor e limite.

Cada etapa de nossas vidas nos marca de alguma forma, cada experiência, seja ela boa ou ruim, fica registrada em nosso interior. E vai depender de cada pessoa, da sua constituição emocional, como ela irá vivenciar e elaborar todos esses fatos da vida.

Ser pai ou mãe vai exigir muito de você, do seu tempo, liberdade, sono, amor, do seu dinheiro. No Brasil, por enquanto, alguns tem a bênção de contar com a ajuda de uma babá. Mas é preciso cuidado! Essa comodidade em tempo integral, por exemplo, faz com que muitos pais terceirizem os cuidados com os filhos, como se fossem parte dos afazeres domésticos, com o qual não precisam se preocupar.

Essa é uma cultura que está cada vez mais arraigada no nosso país. Temos visto pais passando suas responsabilidades para seus funcionários e já é bastante comum nas portas das escolas, babás ou motoristas buscando os filhos de pais ausentes.

Esse quadro está ficando tão comum que chega a causar surpresa quando um pai ou mãe busca, diariamente, seus rebentos na escola. A norma está invertida. Os pais estão sem tempo porque possuem outras prioridades. Delegam e colocam em segundo, até terceiro plano, esse tempo com o filho, que deveria ser prioridade. Pais precisam de ajuda, mas não a ponto de serem substituídos.